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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Visto de cima - Concentrador Solar Gemasolar em Sevilha

Mäyjo, 13.06.18

Gemasolar_Thermosolar_Plant_reduced.jpg

O Concentrador Solar Gemasolar em Sevilha, Espanha, têm 2650 espelhos heliostáticos que concentram a energia térmica do sol para aquecer o sal derretido que flui através de uma torre central de 140 metros.

O sal fundido circula então da torre para um tanque de armazenamento, onde é usado para produzir vapor e gerar eletricidade.

No total, a instalação substitui aproximadamente 30000 toneladas de emissões de dióxido de carbono por ano.

 

Fonte da imagem: DigitalGlobe

A casa que produz mais electricidade do que consome

Mäyjo, 21.05.17

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Existe uma casa do Reino Unido que consegue produzir mais electricidade que aquela que consome – e a produção energética é exclusivamente feita com recurso a painéis fotovoltaicos.

 

A casa, de três quartos, foi construída em apenas 16 semanas, perto de um terreno industrial em Bridgend, no País de Gales, e custou €177.800. A habitação foi concebida por investigadores da Universidade de Cardiff ao abrigo de um programa do Low Carbon Research Institute do Reino Unido.

A habitação está equipada com vários painéis solares que produzem energia durante o dia, que fica armazenada em baterias específicas. Adicionalmente, a habitação possui um excelente isolamento, que permite reduzir o consumo energético no inverno, e a capacidade de transferir directamente electricidade para a rede energética britânica durante oito meses do ano.

Por cada €142 gastos na electricidade consumida, a casa consegue produzir o equivalente a €248 em energia exportada, escreve o Daily Mail. A casa foi construída segundo os padrões de baixas emissões de carbono estabelecidas pelo Governo trabalhista em 2006.

ESTE MAGNÍFICO EDIFÍCIO ADAPTA-SE ÀS ESTAÇÕES DO ANO

Mäyjo, 19.03.17

Sharifi house 1

Teerão seria uma das últimas capitais onde esperávamos ver inovação arquitetónica, daquela que quebra barreiras nunca antes navegadas, mas a verdade é que o edifício Sharifi-Ha, na capital iraniana, está muito perto de conseguir esse feito.

 

Com cinco andares, o edifício conta com salas rotativas, criando novos espaços e adaptando-se às estações do ano. Segundo o atelier de arquitectura iraniano Nextoffice, que desenvolveu o projecto, esta característica móvel das divisões é conseguida com apenas um toque num botão, ficando assim o edifício com três salas rotativas: a sala do pequeno-almoço, o quarto de hóspedes e o escritório. Os três recantos podem rodar à procura de novos espaços, vistas ou luz.

Na verdade, estas divisões não são mais do que caixas de madeira, vistas de fora, com uma base rotativa. Durante os Invernos rigorosos de Teerão, elas podem fechar-se no edifício, mantendo a casa quente. No Verão, porém, elas abrem para ventilar a casa.

A casa tem ainda duas caves, para o ginásio e outras infra-estruturas de lazer. No rés-do-chão fica a garagem, enquanto no primeiro e segundos andares encontra-se o espaço dedicado ao convívio: a sala principal. Os dois últimos andares albergam os quartos, casa de banho, outra sala e uma cozinha.

“A casa adapta-se às necessidades funcionais dos seus ocupantes. O quarto de hóspedes pode ser reconfigurado para diferentes propósitos”, explicou um porta-voz da Nextoffice. “Com esta inovação, é possível termos diferentes cenários de luz e estações do ano”.

A casa é inspirada, na verdade, nas habitações tradicionais iranianas, que possuem salas de Verão e Inverno, consoante as diferenças de temperatura da época. Assim, estas divisões rotativas podem ser importantes para manter a casa quente no Inverno e fria no Verão, e não unicamente para propósitos de marketing e visibilidade.

A Sharifi-Ha foi nomeada para o Festival de Arquitetura do Mundo, em 2014.

 

 

REN APOSTA CADA VEZ MAIS EM ENERGIAS RENOVÁVEIS

Mäyjo, 06.03.17

energia-eolica

A produção de energia a partir de fontes renováveis é cada vez mais vista como uma aposta ganha pelas empresas produtoras de energia. A REN- Redes Energéticas Nacionais acompanha esta tendência, destacando a importância do investimento na rede eléctrica como forma de potenciar a produção renovável, integrando-as no sistema para assim evitar o seu desperdício.

 

Segundo a empresa, esta contribuição significativa das energias renováveis no balanço energético de Portugal tem levado a REN a investir no desenvolvimento de previsão de produção de energia deste tipo de fontes, por forma a poder tirar o melhor partido das mesmas, integrando-as no sistema e evitando o seu desperdício.

Assim, no passado dia 2 de Janeiro, a REN registou um valor máximo instantâneo de 4532 MW na produção de energia eólica, que compara com o anterior máximo de 4453 MW, registado em 21 de Novembro do ano passado. No mesmo dia, a produção diária de energia eólica também superou o anterior record, tendo atingido os 96,7 GWh, mais 0,8 GWH do que o anterior máximo registado a 30 de Janeiro de 2015.

Ao longo dos últimos anos, as energias renováveis têm vindo a ganhar cada vez mais peso na composição do balanço energético, tendo a energia eólica contribuído com 12188 GWh para o sistema em 2016, o que representa 22% do consumo total.

Foto:  Carlos Alberto Tomaz / via Creative Commons

UMA INTERLIGAÇÃO ELÉTRICA SUBMARINA QUE LIGA PORTUGAL E MARROCOS ESTÁ A SER ESTUDADA

Mäyjo, 25.01.17
energia

Uma interligação elétrica submarina que ligaria Portugal e Marrocos é a proposta em cima da mesa para unir os dois continentes, avançou hoje Jorge Seguro Sanches, secretário de Estado da Energia, no âmbito da Cimeira do Clima (COP22) a acontecer em Marraquexe.

 

Ainda em fase de estudo, o projecto teria o potencial para ser um importante elo de ligação na produção de energias renováveis entre a Europa e África. “Estamos a trabalhar com Marrocos numa ligação elétrica entre os dois continentes. É dessa forma que o mundo tem de olhar na sua relação complementar, onde podemos produzir e consumir energia “, argumentou Jorge Seguro Sanches.

Com planos para avançar com o concurso em 2017, o projecto ligaria Portugal com a sua produção de energia a partir de fontes hídricas e eólicas, e Marrocos, casa da maior central solar do mundo.

Para o secretário de Estado o futuro passa pela “gestão da eletricidade e com a capacidade de interligações”, sendo para isso necessárias redes eficazes e eficientes. A interligação entre os dois continentes seria feita através de um cabo submarino de 01 Gigawatt.

Para já o projecto está em fase de estudo, não havendo ainda uma previsão dos custos. Como termo de comparação, está a ser usado uma ligação desenvolvido pela Holanda e Reino Unido, com um cabo submarino de 220 quilómetros, teve um custo de cerca de 400 milhões de euros. E é perto desse valor que o secretário de Estado da Energia acredita que será o custo desta iniciativa inovadora entre Portugal e Marrocos.

Neste momento, Portugal tem 60 por cento de energias renováveis em capacidade instalada. Segundo as metas estabelecidas para o nosso país no âmbito do Portugal 2020, o nosso país deverá alcançar 20% de quota de energia proveniente de fontes renováveis no consumo final bruto.

Foto: via Creative Commons